Era tarde 

Se fez noite

Amanheceu 

Silêncio se calou

A banda tocou

Ele conheceu

Se fez açoite 

Todo em parte.

(Robinson Murilo Badin)

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Arranjo

já vaguei pelo erro.

conversei com o nada.

me afastei de tudo.

*

já estive sujo,

me lavei na esperança.

*

me embriaguei de medo,

hoje bebo paz logo cedo.

*

ando caoticamente sóbrio…

não sou Baco, nem anjo

apenas me arranjo.

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(Robinson Murilo Badin)

Arranjo

O gelo parecia quente

Insuportáveis em demasia são 

Os paradoxos em minha mente.

Me ferem, me fazem em pedaços 

Se instalam como insurgente

Me vejo preso como em laços 

Num ritmo sem precedente.

Como diz o apóstolo:

“O bem que quero fazer não faço,

Mas o mal que não quero esse faço”.

Minhas memórias me fazem de palhaço 

Luto contra, como me desfaço?

As noites são escuras, os dias mais ainda, 

Só encontro paz no teu abraço.

(Robinson Murilo Badin)

Paradoxum 

Se o amor não machucar 

Se faz antônimo de amar

Se o amor não sangrar 

Nada resta além de lamentar 

Se o amor não te marcar 

Pode para fora lançar 

 Se o amor não doer 

Há muito tempo deixou de ser

Se o amor só for feliz

Infelizmente é triste 

Amor é isso: nem triste, nem feliz…

É amor!

(Robinson Murilo Badin)

Paradoxum