Sangue

Amor é sangue

Sangue que escorre

Sangue que corre

Que transborda longe da borda

Que se faz choro

Ainda que não sejam vermelhas

São lágrimas de sangue

Aquelas que vêem do coração

O sorriso que brilha

Tão vivo que é

Se fez vital como sangue

Tanto que é sangue

Que não se sabe a diferença

Entre um coração rasgado

E o que pulsa livremente

Pois ambos estão

Embibecidos em sangue

Por dentro e por fora.

Amor é sangue

(Robinson M Badin)

Sangue

Ignis

oh, se eu pudesse

escolher meu sofrimento.

escolheria o inferno!

pois a dor que sinto agora

é três vezes pior.

[Robinson Murilo Badin]

NOTA: Em nível de esclarecimento, quando falo inferno, tenho em mente um lugar que sustenta a sensação, constante e ininterrupta, de estar queimando. Assim como quando queimamos a mão na panela e não importa o que se faça a dor é aguda e persistente. Não adianta passar no cabelo, jogar água fria. Uma queimadura, não apenas um toque na superfície quente, mas um generoso contato com a panela, a ponto de desprender a pele do músculo, destruindo as fibras dos mesmos, quase chegando nos ossos.

Ignis

Lut@(ndo)

meus dias são escuridão

as noites mais ainda

as estações fugiram

sobrou apenas a lenda.

vivo o eco daquela canção,

o luto vive em mim,

rejeito as palavras

aquelas que me definem.

pois só encontro sequidão,

por isso escrevo,

pra expulsá-las de mim

aprisioná-las no papel

e torcer pra que não voltem.

embora ainda respirando

já morri faz tempo.

ando e assim desando,

mas na verdade

em mim tudo está parado

tão imóvel, tão estático

que criei raízes

e daqui não sei sair.

[Robinson M. Badin]

Lut@(ndo)

Essa inocência ainda mora em mim, mas a menina dos olhos claros, doces e gentis
sabe que desse mundo louco deve se esconder,
Calma menina
Poucos vão te ver
Aqueles que querem te entender
Vão te merecer
E sua companhia não vão esquecer

Nunca deixe sua inocência morrer ,

ela é linda

(Dominique Pilot)