o madeiro é um caminho

convidamos a dama chamada morte.

seu braço é tão forte

não conhece-la,

quem teve essa sorte?

aclamada a todo instante,

vivendo,

acompanhamos o flagrante.

enfileirados estamos nós os fracos

para seus braços

rasgando o caminho da vida

no sentido só de ida

mas conheci alguém

que minhas palavras estão aquém

de ousar, Sua estatura que é além,

esquadrinhar sem dizer amém.

esse Carpinteiro

Se entregou ao madeiro

Se fez em pedaços

com amor inteiro.

abraçou bem forte

aqueles que a dama morte

prende e não solta

exclamando:

sim, tem volta.

 

(Robinson Murilo Badin)

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o madeiro é um caminho

Amei e falei

Você diz que amor não doi
Parece mais um conto sem heroi
Passa longe de ser leal
Aqui e agora, ganhar não é o ideal!
Doravante, o belo é o real,
Não rejeites essa dor visceral.
Ainda que a esperança se esconda,
Fugindo do olhar por mais que se sonda.
Me diz o que deve ser feito…
Quanta dor cabe no peito?
Olhai, olhai o destino tem um jeito!
Ele não chama para o apostema: desistir.
Embora a infâmia grite: sucumbir.
A esperança sussurra: insistir!

Solucione a estequiometria
Se perguntasse, o que o anjo diria?
Estamos aqui para morrer de amor?
Ou morrer sem amar, num grande ardor?
Vale mais perder a paz e ganhar o amor
Do que a falsa sensação que satisfaz e perder sabor!

(Robinson Murilo Badin)

Amei e falei